[One Post] Rescuing love, literally

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[One Post] Rescuing love, literally

Mensagem por Loki em 14/04/17, 10:26 pm

Save your love
Não, é sério...Salve ele ou o garoto vai morrer.


Em uma certa casa na cidade dos Olimpianos uma garota loira acabava de despertar enquanto observava o entorno familiar da cama em que dormia desde sua tenra idade, não que ela fosse velha, de fato ela só tinha doze anos.  Mas enquanto seus olhos observavam a cama logo percebeu o que estava faltando: O garoto que havia usado como um travesseiro na noite passada, o mesmo garoto que visitou ela em um sonho inapropriado para sua idade que deixou sua calcinha molhada essa manhã.

Assim que a garota notou que algo estava errado um encanto escapou rapidamente de seus lábios, um feitiço que varia com que as cenas que aconteceram em menos de 24 horas aparecessem para a maga como um filme de curta metragem.

— Olá jovem senhora. Não se preocupe, somos pessoas do Olimpo, só iremos conseguir algumas informações desse traidor. — Como se esperando que tal magia fosse usada o homem que havia sequestrado Azarov simplesmente deixou essas palavras para trás e sumiu, sem que nenhum momento a filha de Freya percebesse que seu amado havia sido sequestrado.

Regras:




  • Missão One-Post, ou seja: Único post
  • Poste sua sensação desde ao acordar sem encontrar Azarov e enquanto via o vídeo até ele terminar.
  • Narre como descobriu pistas que levaram ao esconderijo dos sequestradores de Azarov e como ele se encontrava, ferimentos, se estava sendo torturado.
  • Lembre-se de colocar obstáculos em seu caminho para salvar seu amado, afinal, eles são inimigos e não deixariam tudo ao acaso.
    [8] Boa sorte.


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Re: [One Post] Rescuing love, literally

Mensagem por Lilya em 09/06/17, 04:11 pm

Observação:
- Foi combinado com Loki que a missão seria dividida em três partes. A próxima terá inicio após a avaliação desta e a última parte após a avaliação da anterior.

Eu havia adormecido acomodada nos fortes braços de Azarov, sentindo o corpo quente dele contra o meu... Ou tão quente quanto ele poderia ser, uma vez que era meio gigante de gelo. Sentia os cheiros dele até ficar inconsciente: suor, comida, o cheiro puro de sua pele e um perfume que eu não conseguia definir qual era, porém eu gostava daquele odor nele, parecia combinar com ele. Não era um perfume de marca, desses que você compra por milhares de dólares e só achava em grandes centros comerciais de Nova York, quando achava. Era um perfume mais acessível as massas, porém com um aroma maravilhoso - ao menos para mim. Também me lembrava da textura de sua pele sob meu rosto e meus dedos, enquanto o acariciava até pegarmos no sono, com ele sussurrando coisas encantadoras para mim. Havíamos passado a tarde inteira brincando e correndo por ai, comendo e rindo enquanto tínhamos o mais próximo de um dia normal que duas crianças divinas poderiam. Eu havia sugerido que ele dormisse comigo na minha casa, pois sabia que ele não tinha um lugar seguro onde dormir. Mas por algum motivo ele não estava mais ali.

Quando abri os olhos e a nevoa clara do sono se afastou, notei a ausência de meu amado e olhei ao redor confusa. Onde Azarov havia ido? Tinha certeza que ele estivera ali quando dormira e não podia imaginar o motivo dele ter ido embora... Havíamos até compartilhado um sonho que me deixara molhada! Pisquei algumas vezes sem entender, procurando algum bilhete deixado ali, entretanto não vi coisa alguma. O jovem deus nunca iria embora, nunca abandonaria minha cama, sem um motivo e no meio da noite, sem falar comigo. Eu provavelmente era a pessoa em quem ele mais confiava e sabia que estava seguro ali comigo... Até minha mãe, Freya, havia aceitado que ele passasse a noite ali e frequentasse a casa, mesmo que não confiasse tanto nele quanto eu. O motivo de a deusa deixar apesar de não confiar? Como ela poderia negar-me isso quando eu sabia que ela amava Loki e dormia com ele? Simplesmente não havia como ela me negar isso e minha mãe sabia que eu podia notar os sentimentos dela pelo deus da trapaça.

Levantei-me da cama e andei pelo quarto, procurando algo errado. Para minha infelicidade, tudo parecia estar exatamente onde estivera na noite anterior. Nada havia sido levado ou acrescentado ao lugar, então... O que acontecera? Um aperto enorme começou a se formar em meu coração, com lagrimas começando a aparecer em meus olhos. Algo havia ocorrido e eu não sabia o que era. Foi quando o encanto foi lançado e o curta-metragem passou diante de mim. Durante todo o filme, fiquei agitada. Havia medo, preocupação e desejo de descobrir o que havia acontecido dentro de mim, se misturando e causando um enorme tumulto em meu coração, algo que eu não conseguia descrever ou entender. Quando finalmente vi um homem de cabelos ruivos cacheados entrando no quarto e dizendo que era do Olimpo e o levaria para interrogar, notei que eu mesma estava tão grogue de sono que não havia notado o que acontecia a minha volta. As lagrimas que haviam se acumulado antes rolavam livres pelo rosto e agora eu havia entendido meus erros com ele.

Quando o vídeo havia terminado, não havia notado que estava de joelhos no chão, com as mãos diante do rosto e cobrindo a boca. As maçãs do rosto estavam molhadas de tanto chorar e eu soluçava. Precisava achar o filho de Loki e trazer ele de volta. Talvez ele pudesse me perdoar se o tirasse de seja lá onde estivesse antes de tudo piorar ainda mais. A parte cruel de mim mesma disse: Se ele ainda estiver vivo. Ele estava. Azarov era mais forte do que achavam e poderia resistir por muito tempo. Eu só precisava chegar antes do limite dele ser alcançado. Então eu diria a ele a verdade e pediria para que ele perdoasse meu erro, que lhe causara tanto sofrimento. Ele veria que eu não queria lhe enganar e dizia a verdade, podendo até me perdoar.

Sai do quarto vestindo apenas a camisola rosa com rendinhas negras que usara para dormir, com os pés descalços mesmo e o cabelo sem pentear. Mesmo com meu pouco caso com a aparência, eu sabia que estava mais bela do que muitas mulheres que passavam horas se arrumando. Na cozinha, estava minha mãe e, para minha surpresa, meu pai, Hefesto. Ouvi-os conversando e não cheguei a me mostrar, apenas ouvindo o teor do que falavam. Em momento algum, Azarov foi ao menos citado na conversa, o que talvez significasse que eles não sabiam de nada. Ambos pareciam animados e quase alegres, então decidi não interromper a felicidade deles. Teria que ir atrás de meu amado sozinha e sem falar com meus pais.

Voltei para meu quarto, peguei uma mochila grande com vários compartimentos e coloquei ali algumas coisas básicas: lanterna, pilha, algumas ferramentas básicas para reparos em maquinas, algumas peças limpas de roupa, um caderno e folhas de papel soltas, canetas negras e azuis para escrever, clips de papel, uma pederneira, um isqueiro, um kit médico - que continha o material básico para primeiros socorros, como ervas, unguentos, bandagens e outros materiais úteis -, um espelho de metal e um kit de ladrão que eu tinha quase certeza que era do Azarov - kit este que continha alguns materiais básicos para o dito ofícios guardados em um estojo de couro: gazuas, arames e ferramentas similares. Coloquei também na mochila meu dinheiro e então olhei ao redor, pensativa. O que mais poderia usar? Não sabia. Coloquei a mochila em baixo da cama, para o caso de minha mãe entrar ali, e fui para o banheiro. Tomei uma ducha, lavando os cabelos e entre as pernas. Sequei-me e penteei o cabelo, secando-o. Coloquei uma calcinha limpa e coloquei minha armadura, Azarov. A armadura transformou-se em uma calça jeans e uma camiseta amarela no meu corpo, então peguei um casaco e coloquei por cima da camiseta. O bracelete em meu braço parecia reluzir um pouco e coloquei brincos de ouro branco nas orelhas, antes de pegar o Tablet e colocar no bolso da frente.

O motivo de levar tudo isso? Não sabia o que eu iria enfrentar e poderia ter que arrombar algo, desligar sistemas, confundir sensores ou mesmo me machucar e precisar cuidar dos meus machucados. Caso não precisasse de nada daquilo, ok. Mas caso fosse preciso, não poderia voltar para resgatar aquelas coisas que me esqueci de pegar guando tive oportunidade ou que achei que não seria importante para mim. Nesse mundo onde tudo era uma chance de morrer, sabia que não pegar algo poderia ser fatal. Pensei se não havia esquecido nada e decidi que aquilo era o máximo que eu conseguia carregar na mochila sem chamar mais atenção ainda – eu estava conformada que chamaria atenção demais por 1) Ser filha de Freya, 2) Estar com a mochila.

Peguei um papel e outra caneta e escrevi em runas nórdicas e, depois, em grego antigo para o caso dela decidir mostrar para meu pai - se eu ia fugir e deixa-los preocupados, poderia ao menos deixar um bilhete para ambos:

“Mamãe, Azarov foi levado. Fui atrás dele. Eu te amo. Não se preocupe comigo, voltarei em segurança para casa.”

Então peguei novamente a mochila embaixo da cama e sai silenciosamente do quarto, na ponta dos pés. Minha mãe havia levado meu pai até a porta e aproveitei esse momento para entrar na cozinha e pegar algumas coisas para comer. A maioria eram barras de cereais, biscoitos e coisas assim, mas era o que tinha espaço para colocar. Peguei três garrafas de seiscentos mililitros e envolvi em um pano de prato, colocando na mochila as três também. Sai pela porta dos fundos no mesmo instante que minha mãe chamou meu nome na escada e foi para a cozinha. Sai abaixada pela lateral da casa, até não haver nenhuma janela que ela pudesse me ver e então me levantei, andando as pressas para longe da casa.

Onde olharia primeiro? Pensei um pouco e tentei me lembrar em que lugar eles levavam as pessoas para interrogar, pois queria primeiro olhar se o rapaz não estava lá. Enquanto pensava, estava andando o tempo todo para evitar chamar atenção demais para mim. Por fim, eu cheguei à conclusão que não fazia a menor ideia de onde ficava aquele lugar. Pensando um pouco, fui até minha forja e me tranquei lá, sentando no chão atrás do balcão e deixando a mochila do meu lado. Peguei o tablete na mochila e o liguei.

Vamos ver se consigo achar no mapa, não é? Se não achar, procuramos os sistemas de segurança.

Falei comigo mesma enquanto abri o gps do tablet e comecei a procurar com ele prédios e subterrâneos que eu não conhecia, pois provavelmente em um deles estaria o que eu procurava. Eu franzi o cenho enquanto procurava as coisas e notando que aquilo iria demorar mais do que o esperado. Suspirando, fui engatinhando até a porta e a tranquei, ouvindo os sons do exterior enquanto ponderava sobre o que iria fazer. Não fazia a menor ideia do que iria encontrar na sala de tortura e, no entanto, planejava ir até lá para salvar Azarov - até porque eu sabia ser minha culpa ele estar preso.

Após alguns instantes de devaneios na porta, eu me levantei e fui até o balcão para ver como estava o desempenho do tablet em procurar as coisas. Havia avançado um pouco, mas ainda demoraria a estar totalmente concluído. Uma mensagem do meu pai apareceu pouco após, dizendo:

“Sua mãe acabou de chegar aqui e está furiosa. O que você aprontou, Lilya? Não tente fingir que não recebeu a mensagem. Nós dois sabemos que você recebeu.”

Mordi o lábio inferior e então enviei uma mensagem para meu pai com a resposta da pergunta dele, resumida o máximo possível. Eu achava que papai ficaria bem irritado com a resposta, mas ainda sim decidi contar.

“Talvez eu tenha saído de casa deixando apenas um bilhete avisando que estava saindo em uma tarefa suicida. Não vejo o por quê dela estar furiosa...”

Quase visualizei o suspiro de meu pai durante os segundos que precederam a mensagem dele, que soava como uma repreensão ao que eu fazia.

“É melhor você explicar o que está tramando antes que eu diga para sua mãe onde você está e tenha um bom plano para seja lá o que você planeja fazer, que muito provavelmente eu irei odiar.”

“Azarov foi capturado, pai. Não vou abandonar ele, então preciso achar o lugar para onde o levaram e tirar ele de lá. Provavelmente, socarei algumas caras no processo, alguns sistemas eventualmente ficarão danificados e coisas parecidas ocorreram, mas nada que não possa ser reparado.”

“Tome cuidado e use as falhas dos sistemas, existe alguma em todos os que eu fiz para eventos parecidos. E se perguntarem, eu não te dei essa informação. Apague as mensagens do seu tablet.”


Eu apaguei as mensagens enviadas nessa conversa e o histórico gerado no aplicativo e também na memoria do celular e fiquei sentada em silencio na forja por alguns instantes antes de decidir que eu não queria ficar parada quieta ali aguardando - iria demorar mesmo e era melhor eu tentar obter informações pela cidade e ver se descobria alguma coisa.

Então me levantei e deixei a forja, após trancar tudo, esconder o tablet e mudar minhas roupas para algo mais comum: all star negro, calça jeans e uma camiseta branca de algodão. Mudei um pouco os cabelos de modo a deixar eles negros como a noite e lisos, com uma habilidade que eu não compreendia muito bem: eu sabia que era capaz de mudar algumas coisas, mas não sabia como eu conseguia fazer direito. Eu não era tão talentosa quanto meu amado para me esconder ou me misturar nas ruas, para obter informações, mas eu sabia como convencer as pessoas a me contar o que sabiam e confiar em mim. Bastava eu usar minhas habilidades naturais e tudo iria dar certo, tinha certeza quase absoluta.

As mudanças na aparência haviam deixado menos obvio que eu era eu, mas ainda era uma filha de Freya absurdamente bonita e atraia a atenção. Era praticamente impossível andar pela cidade sem atrair a atenção, além do mais me enfiar em um beco ia chamar em demasia atenção e talvez pessoas me seguissem, o que não era algo nem um pouco bom. No fim das contas, quando consegui a área de classe média, me misturei com alguma facilidade com semideuses de Afrodite, Perséfone e minha própria mãe. Mesmo sendo chamativa, não era apenas eu que atraia atenção por ali e isso facilitou e muito minha vida. Então comecei a me misturar em meio às pessoas e ouvir o que diziam.

Não havia ninguém ali que ouvira falar sobre o ocorrido da noite anterior, é claro, mas não que eu esperasse que soubesse. Queria saber se ocorreu alguma outra coisa que poderia me indicar que Azarov havia escapado e como os deuses usavam os semideuses para resolver problemas supus que ali seria o melhor lugar para descobrir algo, mas não tive sucesso. Então acabei por voltar para a área mais nobre da cidade e a ouvir conversas e boatos na área oposta a qual eu havia saído. Meus olhos percorriam os becos e vielas, onde eu entrava e mudava o caminho para onde ia sempre que me parecia seguro. O submundo da Cidade era mais ativo do que as pessoas supunham mesmo na área mais nobre e, se você conhecesse as pessoas certas, poderia até obter algumas informações ou outras coisas que normalmente não seria possível. Mordendo o lábio inferior, fui procurar um conhecido meu e de Azarov que talvez pudesse conhecer alguma coisa que me fosse útil. Quando cheguei ao lugar que ele ficava, o filho de Hermes estava sentado no chão, no fundo de um beco, com uma garota de progenitor desconhecido adormecida em seu colo. O rapaz me olhou e pareceu fazer menção a querer levantar.

Não se preocupe em se levantar, não faço questão de reverencias e nem nada. Vim pedir uma coisa a você, na realidade. Sei que conhece essa cidade bem e queria fazer umas perguntas... Sei que você precisa de uma casa e uma fonte de dinheiro mais segura para se manter e, agora, também tem ela. — Dei uma olhada sugestiva para a garota e vi a face dele mudando um pouco. Ele gostava dela, mas não queria admitir aquilo nem mesmo para mim. O que era bem inútil, há que se dizer.

Não é nada disso que você está pensando! Nós não temos nada.

Então não vai se incomodar quando ela ficar com aquele garoto de Afrodite... Qual o nome dele mesmo? Acho que é Daniel ou alguma coisa assim. Ouvi dizer que ele tem flertado com ela e ela parece retribuir, depois de dizer algo sobre o cara que ela gosta estar vendo ela “só como uma parceira do crime”.

Aquilo pareceu afetar ele, fazendo-o se mexer desconfortável, e ele olhou a jovem adormecida antes de falar com a voz baixa e calma - ou o mais próximo disso que ele era capaz naquela situação tão... Estranha que havia se criado. Ele sabia que eu era uma jovem deusa como Azarov e que era filha de Freya, portanto eu era incrivelmente capacitada no que dizia respeito a relacionamentos e sentimentos.

O que você quer saber? E estou fazendo isso porque devo uns favores a Azarov! Sei que vocês são ligados... Alias, onde ele está? — Ele queria dizer que éramos inseparáveis e não me parecia estranho que ele estranhasse sua ausência ao meu lado - provavelmente eu estranharia se ele não notasse.

Ele tinha umas coisas para fazer... Sabe como é a vida dele. De todo modo, querido, sabe onde as pessoas são interrogadas? — Me aproximei mais dele e abaixei o tom de voz, ele me olhou desconfiado e então decidi usar meu charme para convencer ele a falar. — Uma pessoa muito importante para mim está correndo perigo lá e eu preciso acha-la para me talvez ter alguma chance de ser perdoada por ela. Essa pessoa está correndo riscos de vida e o motivo de ter sido pega fui eu... Preciso me redimir por meus erros. Você vai me ajudar, não é?

Ele pareceu ficar afetado pelo uso do poder e me olhava um tanto deslumbrado, então sorrindo mexi nos cabelos. A voz dele soou tremula, como se ele estivesse lutando para manter algum controle sobre si e não fazer algo que ele se arrependeria depois. Ainda sim, podia ver nos olhos dele o desejo e o efeito de minha habilidade. Uma parte de mim falou que poderia não ser uma boa ideia contar para Azarov sobre como eu havia descoberto a localização dele ou mesmo o que fizera para o garoto falar tão espontaneamente aquilo e quaisquer outra coisa que eu decidisse perguntar a ele.

Ouvi... Ouvi boatos de ficar no subsolo, com a entrada nas proximidades da cidade. Fica em algum lugar da floresta, só não sei onde exatamente.

Parecia que ele falava a verdade. Sorrindo, me inclinei e beijei sua face antes de olhar nos olhos dele e dizer com uma voz doce e gentil, tentando soar o mais parecida com minha mãe possível quando se tratava de parecer amigável com alguém que havia seduzido para não quebrar o efeito do charme.

Muito obrigada, querido. Poderia guardar segredo sobre isso? Eu ficaria muito feliz se o fizesse.

Corado e sem graça, a prole do deus grego dos ladrões assentiu e me virei, indo embora após dizer um até mais tarde para ele. É claro que eu não o veria hoje mais tarde, mas não precisava o deixar saber disso. Após sair dali, fui como quem não queria até minha forja e entrei pelos fundos. Meu coração estava a mil ao verificar o tablet e perceber que havia registros de algo nos subterrâneos mesmo. Sabia que não tinha tempo a perder se planejasse levar Azarov em segurança para casa, então peguei a mochila e sai da forja também pelos fundos, levando tudo. Comecei a rodar os programas de hackeamento e analises de sistema para procurar os sistemas de segurança para começar meu trabalho, enquanto saia da cidade.

Por mais de uma vez, fui parada por pessoas diversas que queriam bênçãos, instruções sobre amor, pedir forjas ou magias, dentre várias outras coisas. Era cansativo e difícil sair da cidade com todas essas pessoas importunando-me, mas ao mesmo tempo foi um alivio chegar até o portão antes do anoitecer. Os guardas me olharam e ambos cruzaram as lanças de modo a bloquear minha passagem. Uma coisa era não deixar pessoas entrarem, agora sair? Isso estava passando dos limites.

Alto. Identifique-se e diga aonde vai. — Havia arrogância em sua voz ao falar e olhei-o com frieza e superioridade. Quem aquele semideus pensava que era para se por no meu caminho? Realmente achava que ia

Vou onde eu quiser, quando eu quiser. E não preciso dar satisfações ou me identificar a um subalterno como você. Agora, se tiver um mínimo de amor próprio, sairá da minha frente antes que eu tire você a força.

A fúria dele não me surpreendia ou assustava, não quando já havia visto minha mãe realmente furiosa lutando. Ele deu um passo à frente, apontando a lança na minha direção e tentou me atacar com a arma. Quando ele o fez, desviei-me o melhor que pude com o auxilio de meus reflexos de combate, herdados provavelmente de minha mãe, e ativei o martelo. A arma de ouro imperial chocou-se contra a armadura acolchoada do homem na região das costelas do lado esquerdo de seu corpo e o peso somou-se a minha força controlada apenas para não mata-lo - mas note que não disse nada sobre ferir gravemente esse idiota -, fazendo-o cair no chão a alguns metros de distancia. O outro guarda havia dado um passo à frente para me impedir e parou ao ver o amigo caído com um único golpe. Apoiei o martelo gigante com a cabeça dele no chão, apoiei o braço direito no topo do cabo e coloquei o pé direito também sobre a parte da cabeça do mesmo lado antes de proferir com toda a calma e paciência para aquele homem, enquanto uma multidão se acumulava ao nosso redor e algumas pessoas já se dirigiam para cuidar do pobre ferido.

Sinceramente, querido, não quero ter que te deixar inconsciente também. Eu apenas quero dar uma volta lá fora. A única coisa que tinham que fazer era me deixar passar. Ninguém que está aqui dentro é um prisioneiro, o que deixa totalmente sem sentido ficar nessa de “quem é e para onde vai”. Uma coisa é fazer com quem entra, e outra totalmente diferente com quem sai. Espero que sirva de lição para você e seus companheiros: tentem me impedir de sair de novo e eu irei matar cada um de vocês antes que alguém me pare.

Só estamos cumprindo ordens, garota. — Ele disse e as pessoas que olhavam-nos estavam curiosas para ouvir o que eu iria dizer. Com um sorriso malicioso, olhei-o e depois me voltei para os presentes, falando em alto e bom tom.

Quando vieram para cá, vocês concordaram em serem feitos prisioneiros de uma cidade que deveria protege-los? Vocês foram consultados antes de proibirem que saiam livremente daqui? Vocês deram a outras pessoas o direito de decidir o que é melhor para vocês ao invés de vocês mesmos decidiram? É realmente isso que vocês querem? Serem prisioneiros? Já não é o bastante que a maioria seja usada como marionete dos deuses?

A fúria que se espalhava pela multidão era minha aliada e pude perceber que aquilo iria atrair a atenção dos deuses para outro lugar enquanto eu poderia procurar Azarov com mais calma. O guarda começou a ficar preocupado com a forma que aquela situação estava tomando. Olhou-me como se implorasse que eu acalmasse aquelas pessoas, mas fingi não entender o que ele queria e continuei a falar.

Talvez vocês queiram saber que não são todos os deuses que fazem isso e a arrogância e prepotência deles acaba atrapalhando mesmo outras divindades. A pior parte é que alguns humanos e semideuses ficam cegos pelo desejo de poder e promessas dos deuses e acabam esquecendo-se de quem são e que estão aqui para ajudar e servir aos outros, não para se julgarem superiores.

Alguns queriam agredir ambos os guardas, o caído e o que ainda me barrava. Outra parte da multidão queria ir tirar satisfação com os deuses quanto aquilo. Estava na hora de acalmar o suficiente os ânimos para que a cidade continuasse inteira para quando eu voltasse. Com um belo sorriso nos lábios, olhei aquela multidão e falei o mais tranquilamente que consegui. Não era preciso causar um caos enorme, apenas fazer com que eles abrissem os olhos, correto? Eu não era Loki ou Éris para querer o caos e a discórdia em sua totalidade. Não havia necessidade e causar mais mal do que o necessário para salvar aquelas pessoas da já dita arrogância e prepotência divina.

Mas aconselho vocês a pensarem um pouco antes de agirem pela emoção pura e simplesmente. Existem deuses eu não querem apenas usa-los como peças em seus jogos e esses dois guardas podem ser apenas tolos, ao invés de pessoas que creem-se superiores. A todos, se deve dar o beneficio da duvida. De todo modo, não seria ruim que vocês buscassem satisfação disso, porque afeta a vida de todos nós. Mas não se esqueçam: vocês precisam da cidade. Violência desmedida e derramamento de sangue não é a solução também. Procurem uma saída que não cause mais perdas e destruição do que já temos.

Eu sai de minha pose e o martelo voltou a ser um bracelete de ouro. Consegui sai agora da cidade, com uma parte de mim preocupada com o tamanho da confusão que eu havia criado porque não me deixaram sair da cidade. Duas vozes brigavam em minha mente, uma elogiando a confusão, mas dizendo que eu deveria ter deixado continuar com força total e a outra, mais doce e gentil, dizendo que fiz bem em conter a confusão, mesmo que não apoiasse o começo dela. Eu não sabia bem de onde aquelas vozes surgiram, mas também não queria pensar muito nisso. Provavelmente, era apenas minha própria consciência pesada junto com a adrenalina de estar indo salvar meu amado. Quando o encontrasse, acho que iria falar tudo o que eu sentia por ele.

Dirigi-me a floresta, inquieta e temerosa. Que terrores eu encontraria ainda? Será que Azarov estava ainda bem e vivo? Sentia que ainda havia olhares em minhas costas, dos guardas, então não corri ou demonstrei quaisquer sinais de pânico ou desespero, pois isso me trairia. Após entrar na floresta e andar os primeiros metros que garantiriam a mim certa cobertura, andei mais cem metros para minha esquerda e parei atrás de uma arvore e peguei meu Heart of Gods. Deslizei as costas encostadas na arvore, sentando-me no chão, e comecei a olhar rápido os dados que corriam na tela. Eu havia conseguido achar o sistema e o tablet fazia o que podia para encontrar falhas, onde eu vi que na contagem do mesmo já haviam sido localizadas cinco falhas. Abri a janela que mostrava quais eram e comecei a analisar uma por uma para quebra-las. Enquanto o fazia, ouvi um som de algo se abrindo e peguei minhas coisas rápido, indo para o lado esquerdo da arvore e me escondendo atrás do tronco.

Um homem e uma mulher saiam de algum lugar apressados e discutiam algo sobre a confusão, mas ambos pareciam estar em alerta, como se esperassem que a qualquer minuto eu fosse aparecer fazer algo. Precisei me esforçar muito para não saltar na frente deles e realmente fazer algo, obrigando-me a olhar para o céu e contar de um a cem até eles sumirem de meu campo de visão e audição. Quando isso aconteceu, voltei minha atenção ao meu amado Heart of Gods, começando a trabalhar verdadeiramente nas falhas dos sistemas e em formas de me infiltrar lá dentro sem erguer suspeitas de quem estava na cidade.

Após achar as falhas e trabalhar junto com o programa para transformar aquilo em algo ao meu favor, eu percebi que havia levado infinitamente mais tempo do que eu achei que levaria. Se houvesse sido um humano normal, levaria no máximo o que? Uma hora? Talvez duas para algo muito bem protegido e bem feito. Mas como aquele trabalho havia sido feito por meu pai, demorou muito mais tempo do que eu era capaz de contabilizar. Para vocês terem uma ideia, precisei criar um vírus que entrava na segurança do lugar pelas brechas da segurança e destruía a mesma de dentro para fora de modo que parecesse a alguém que olhasse que elas estavam funcionando, mas na realidade estavam fazendo qualquer coisa menos funcionar - ou ao menos direito. É claro que eu havia tomado o cuidado de criar um vírus indetectável pelos sistemas de defesa do lugar. Uma vez dentro, ele ia mudando as configurações dos arquivos do sistema, dlls e outros. Pontos cegos eram criados para as câmeras e as programei para misteriosamente desligarem quando em aproximasse delas, virarem para outro lugar ou mesmo embaçassem a imagem gerada pela mesma de modo que quem quer que estivesse olhando não conseguiria reconhecer nada ou mesmo ver. Esse tipo de vírus era, obviamente, complexo e demorado, mas o Heart of Gods me ajudou muito a desenvolve-lo e ser filha de Hefesto ajudou tanto ou mais.

Quando o vírus foi concluído e enviado ao sistema, um sorriso malicioso surgiu em meus lábios quando o pensamento me veio. “Não esperavam que eu fosse invadir isso, não é?”, pensei comigo mesma. Agora que eu já estava no sistema, tentei olhar pelas câmeras para ver se eu detectava Azarov preso em algum lugar, mas não consegui achar ele nas câmeras. Talvez houvesse alguma área que não era coberta pelas câmeras e tivesse levado ele para lá. Guardei meu HoG na mochila programado para sempre que me aproximasse das câmeras ele executasse o código do vírus que desviava o foco dela, o embaçava ou mesmo desligava a câmera simulando um problema que era imediatamente resolvido após eu passar. O sistema de laseres foi desativado nas partes que eu passaria, mas não das selas onde prisioneiros estavam presos, naturalmente.

Respirando fundo, comecei a andar na direção de que aqueles dois haviam saído horas antes e comecei a procurar e inspecionar o ambiente para achar a entrada. Eu vi um alçapão no chão, camuflado e feito de material especial para passar desapercebido numa inspeção normal. Ajoelhando-me em frente a ele, havia um delta marcado no dito alçapão e fundo, parecendo precisar ser preenchido com algo. Mordi minha mão até fazê-la sangrar um pouco e deixei um pouco do sangue cair no delta, que brilhou em azul e se abriu, permitindo a minha passagem para seja lá o que me aguardava a partir dali. Ativando a armadura, eu comecei a trilhar um caminho como o de Orfeu em sua história de amor.

Meu coração, que pulsava forte e rápido, parecia que iria romper meu peito e saltar para fora enquanto eu descia as escadas após fechar a passagem acima de mim. O lugar era iluminado por runas de iluminação e, lá em baixo, tochas que não produziam fumaça - mas produziam calor. A alguma distancia, ouvi vozes conversando e falando sobre a confusão que havia na cidade, questionando se deveriam ir para lá ajudar ou continuar ali. Precisava decidir como passar por eles ou se lutaria e então uma coisa me ocorreu. Com todo cuidado do mundo, conjurei uma magia de ilusão simples, que apenas criava uma imagem, e usei-a para simular o lugar a frente deles de modo que pudesse me aproximar, movendo a magia junto, sem que eles me vissem. Junto a isso, tentei me mover o mais furtiva que pude, copiando de forma tosca a forma com que Azarov movia-se em silencio. Cuidando para que meu sussurro não estivesse no campo de audição deles, conjurei Ataque Mágico de modo a criar estacas de pedra (como se fossem estalactites, mas pequenas e incapazes de atravessa-los) que vinham duas pela frente, surgindo “do nada” diante deles e acertava-os nas pernas e outra, que vinha por trás deles, os atingido no braço direito.

Ouvi-os gemer de dor com o golpe e, antes que eles reagissem, meu bracelete havia se transformado em um martelo e descrevi um golpe circular com ele, de modo a poder atingir preferencialmente os dois com o mesmo, apesar de só um ter sido pego pela arma e ter sido empurrado contra o outro por minha força somada ao impacto de um martelo de combate grande atingindo-o na lateral do corpo. Após esse ataque surpresa, eu não tinha mais a vantagem e eu sabia que ambos, apesar de seu estado, lutariam com tudo que eles tinham. Não iria culpa-los por isso e estranharia se fosse diferente. Os dois sacaram, cada um, uma espada de bronze celestial de modo desajeitado. Eles estavam doloridos, feridos e tinha quase certeza que um deles estava com os ossos do braço esquerdo quebrados pela pancada que havia levado no mesmo. Ambos me atacaram e tentei me esquivar o melhor que pude. Os golpes atingiram a armadura, que cobria meus braços, e os ferimentos gerados foram mínimos em mim. Senti o prazer chegando a mim e girei a arma nas mãos, fazendo novamente um ataque circular no sentido inverso do primeiro mirando as pernas deles e que, dessa vez, havia sido mais bem sucedido que o outro.

Aqueles adversários eram fracos demais para me dar problemas e não foi preciso muito para derrubar ambos, especialmente porque sangravam nas pernas, o manuseio das armas estava prejudicado pelo músculo que havia sido ferido e os ossos que eu havia quebrado. Após terminar com eles, atravessei a porta que guardavam e o ambiente era realmente surpreendente. O túnel subterrâneo devia ter dois metros de altura e uns cinco de largura, com celas em ambos os lados e iluminação no teto e paredes, similar aquelas dos corredores. Os prisioneiros e pessoas a serem interrogadas, em sua maioria, falavam e gritavam, tanto me xingando quanto pedindo para que eu as soltasse. Eles queriam fugir ou rebelar-se, mas ambas as alternativas eram ruins. Precisava sim de distração, mas certamente liberar aquelas pessoas não era uma boa ideia e certamente causaria minha expulsão da cidade, o que eu não queria.

Mais guardas se aproximaram, armados com arcos, espadas, lanças, chicotes e outras armas. O bom era que não vinham todos juntos e fui enfrentando os grupos um a um. Aqueles que usavam chicotes ou arcos me faziam apelar para Ataque Mágico ou para o cajado, compensando a desvantagem inicial até chegar perto deles e fazer o trabalho. Porém, quanto mais me aproximava do setor de segurança, pior ficava. Haviam criaturas criadas pelos deuses, autômatos e mais guardas por toda a parte. Quando meus adversários eram autômatos, eu podia seduzi-los para não me atacar. Obviamente, não era o suficiente para me ajudarem, mas de hostilidade passavam a indiferença, o que já era um lucro gigantesco para mim: a última coisa que eu precisava eram AUTOMATOS me atacando!

O efeito da habilidade durava, em geral, apenas o suficiente para mim me afastar o suficiente deles, mas servia para alguma coisa. Mas, por via das duvidas, eu sempre passava ao lado deles procurando brechas nos corpos deles por onde, com ataque mágico, eu pudesse fazer água entrar para causar um curto circuito neles. Não era sempre que eu achava, naturalmente, mas quando não encontrava eu podia criar dando umas boas marteladas neles. Os autômatos certamente me causaram mais problemas e ferimentos do que os semideuses, além de me cansarem mais. No entanto, não havia tempo para dedicar a minha recuperação e me forcei a continuar andando.

Quando estava próxima a área onde achava que encontraria meu amado, deparei-me com o que, no mundo nórdico, chamávamos de Jotun. Era um gigante de pele azulada como o gelo quando é atingido pela luz solar do modo certo, com mais ou menos três metros de altura e dois de largura, musculoso e com uma cara feia. Ele usava uma armadura de couro e tinha um machado duplo em suas mãos, proporcional ao seu tamanho. Assim que ele me viu, um sorriso maldoso surgiu em seus lábios e sua voz, que era incomoda aos meus ouvidos, fez-se ouvir.

Mas que surpresa! Ver a jovem filha de Freya aqui. Talvez deva levar-lhe para minha casa e te tornar minha esposa.

Meus olhos faiscaram e apertei o martelo nas mãos, irritada com a insinuação dele de que eu iria com ele sem lutar. Um sorriso frio surgiu em meus lábios antes das palavras serem pronunciadas.

Vai precisar ficar vivo e ser melhor que eu lutando para, talvez, ter alguma chance. Mas certamente Azarov vai te matar na primeira oportunidade.

A última parte era mais um blefe do que uma ameaça, mas de todo modo ele reagiu ao nome. Ele sabia quem era e pelo visto conhecia suas habilidades. Eu havia conseguido, então, criar em sua mente um temor real. Olhando-me de modo esquisito, ele parecia fazer os cálculos sobre as próprias chances e pareceu achar que poderia me ganhar e forçar matrimonio, o que era uma tolice absoluta. Jamais me casaria com alguém que não fosse Azarov e era bom que aqueles idiotas percebessem aquilo antes que a maior parte das pessoas estivesse morta e de modo bastante vergonhoso, se querem saber a minha opinião quanto a isso.

Tão obstinada quanto sua mãe, mas será tão feroz? Talvez não seja o suficiente para me impedir de levar-lhe e tomar você como minha. — Eu controlei meu ódio pela insinuação dele e permaneci com o sorriso em face, tentando parecer o mais tranquila possível. Ao proferir a resposta, havia um tom de deboche em minha voz que visava deixa-lo irritado e agindo por impulso.

Porque não descobre, já que se acha tão poderoso assim? Ou será que está falando isso apenas para tentar erguer a própria autoestima e não acredita que conseguiria me derrotar? Não precisa se iludir ou ficar mal por isso, nós dois sabemos que sou melhor que você lutando.

Aquilo pareceu deixa-lo bem irritado e ele partiu em minha direção para lutarmos. Ótimo, eu havia conseguido deixa-lo furioso o suficiente para, na melhor das hipóteses, fazer com que fosse descuidado nas suas ações. Eu reuni parte das chamas presentes nas tochas com alguma dificuldade, diminuindo a luminosidade do lugar projetada pelas tochas e usei para encantar minha arma, de modo a deixa-la causando mais dano, especialmente contra alguém cuja pele era revestida por gelo como meu adversário. Mas isso não era tudo. Usei Flecha Acida contra ele de modo que a flecha usasse a semiescuridão para se aproximar com uma chance maior de sucesso. Devido ao próprio peso e tamanho, a criatura não tinha tantas chances assim de realmente se esquivar, apesar de ser mais rápido do que se esperaria de alguém de seu tamanho. Quando o acido começou a agir nele, a fúria da criatura foi ainda maior, uma vez que lhe acertou direto na pele. O monstro estava com os olhos cheios de ira e desejo de matar, parecendo ter se esquecido completamente da ideia de me fazer sua esposa, se é que realmente havia pensado seriamente nisso antes.

Quando ele começou a correr, o chão tremia e se manter estável no chão era complicado, porém não impossível. Eu tive a certeza que minha vantagem seria exatamente o que ele achava ser a maior vantagem dele: apesar do tamanho e resistência, ele era lento e pesado, com baixas chances de evitar golpes. Enquanto isso, eu era rápida e pequena, com maiores chances de escapar dos golpes. Apenas precisaria calcular bem meus movimentos para não me precipitar... E também precisava achar um meio termo entre magia e combate corpo a corpo, pois sabia que a fúria tornaria seus golpes mais fortes mesmo que a mesma também os tornasse mais imprecisos e abaixasse ainda mais as capacidades defensivas da criatura.

Usei Imagem Silenciosa para criar cópias de mim, colocando cinco cópias irreais na cena. Uma ficava a minha esquerda, outra a direita e três a minha frente, na mesma linha que eu e as outras duas cópias e sempre com espaçamento de meio metro entre todas as cópias e eu. Uma vez que as cópias foram feitas, eu troquei de lugar com elas rolando, fazendo com que todas parecessem cruzar a mesma área ao mesmo tempo, misturando-se e fazendo com que pudesse ficar confuso e ele não saber quem era quem. Eu ficaria na ponta direita da primeira linha, onde seria mais fácil esquivar-me de ataques com o machado e ainda atingi-lo com a arma flamejante, algo que todas tinham. Assim que ele começou o movimento de ataque, eu girei saindo do campo de alcance dele da forma mais rápida que pude e realizei um golpe com toda minha força na perna do Jotun. Como ele era mais forte e resistente que a maioria dos meus adversários anteriores, a pancada não foi tão efetiva assim, pois sua pele resistente absorvia boa parte do impacto. Porém encantar a arma com chamas havia se mostrado bem efetivo. O gigante virou-se para mim e bateu com a mão em mim, jogando-me para longe. Não pela primeira vez hoje, eu dei graças aos deuses pela armadura que minha mãe me dera, que absorvia parte dos ferimentos totais que eu sofreria e convertia a dor em prazer. Considerando a quantia de prazer recebida de uma vez, eu supunha que aquilo fosse muito doloroso.

Mas do que eu poderia reclamar? Eu havia queimado ele na perna e ainda usado acido contra ele. Sentando-me com dificuldade, olhei-o se aproximando e transformei o martelo em bracelete e o bracelete em cajado, usando a habilidade natural do mesmo para afastar meu inimigo e dar-me chances de me levantar. Quando me ergui, desajeitada, estendi a mão para frente e o encantamento saiu de meus lábios rápido e fácil, comigo invocando as chamas para ataca-lo, pois havia notado que aquilo o deixava furioso e evidentemente era efetivo. As setas atingiram-no e ele urrou de dor, com queimaduras na pele que pareciam serem mais severas ainda uma vez que ele era feito de gelo. Toda vez que ele se aproximava de mim, eu tentava me esquivar o melhor possível e usava a habilidade do cajado para afasta-lo, mas dificilmente fazia sem algum corte, mesmo que leve, do machado dele. De qualquer modo, os ferimentos não eram profundos o suficiente para decepar nada, o que já era lucro.

Algumas vezes, eu troquei o cajado para o martelo e trocamos alguns golpes, comigo causando ferimentos baixos pelo o impacto, mas que não podiam ser totalmente ignorados por ele. Ainda que eu fosse muito forte, eu não era, ainda, totalmente capaz de prejudica-lo puramente com golpes físicos. Então quando parecia melhor, voltava para o cajado e voltava a bater nele usando magia a distancia e mantendo o gigante distante de mim usando a habilidade do cajado. Irritada, eu apontei o cajado para ele e, com a ametista brilhando, uma flecha acida formou-se e atingiu ele mais uma vez, dessa vez no peito. O acido corroía a pele dele e a roupa. O gigante vacilou e me olhou, furioso. Reunindo suas últimas forças e fazendo um esforço sobre humano, ele se dirigiu a mim. Seu ataque foi lento e sem jeito, devido as queimaduras e também as partes onde o acido havia o ferido. Não foi o melhor golpe do mundo e no começo sua arma era muito mais perigosa. Desviar-me foi fácil e lancei a magia de flecha acida mais uma vez. A habilidade atravessou o pescoço de meu oponente e, com um último gemido, ele caiu no chão.

Com meu odiado inimigo caído, nada mais impedia meu caminho até a porta. Cansada e suada, com vários ferimentos pelo corpo, fui até a porta e a abri. Não havia mais nenhuma proteção aparente ali, pelo menos não além das câmeras e sistemas eletrônicos. Se houvessem mais combates, eu duvidava que tivesse energia suficiente para usar minhas magias e habilidades. O corredor era mais escuro e com selas a espaços maiores do que na parte anterior. Praticamente me arrastando, fui até o final sem ser parada vez nenhuma. Há quanto tempo estava ali em baixo? Há horas, muito provavelmente. Meu corpo implorava por descanso pelo esforço e minha cabeça latejava um pouco, mas me obriguei a continuar. Eu nunca deixaria Azarov para trás, nunca. Ele valia a pena e eu sabia disso.


Quando cheguei ao final do corredor, após cada passo ser uma agonia diferente, havia uma porta trancada. Toquei o metal e percebi que as proteções impediam alguém de sair à força, mas não de entrar. E o material não era o mais resistente do mundo. Tentei abrir normalmente e, graças aos deuses, não estava trancado. Ao entrar, Amshel estava sentado na mesa, literalmente, e olhou-me, sem entender. Ele pareceu um pouco sem reação no começo e depois se preparou para lutar, quando ergui a mão, pedindo que ele parasse.

Não... Precisamos lutar... Um homem levou Az a força e disse que... Era... Aliado do Olimpo. Só precisa me dizer... Onde ele está. — Proferi. Pude ver na expressão confusa de Amshel que ele não fazia a menor ideia do que estava falando e ele se aproximou, guardando a arma e me apoiando.

Lila, nós não pegamos Azarov.... Lilya? Lilya! — Meu nome soou distante e tudo ficou negro, enquanto eu caia nos braços da exaustão e do sono.

Equipamentos
Levados

❥ Azarov. Uma armadura de couro justa e feita para sempre se ajustar perfeitamente ao corpo da jovem deusa. Costurada pela própria deusa da guerra e sexo, a armadura possui a capacidade de diminuir 50% dos danos recebidos e transforma dor em prazer para a jovem deusa, além disso a armadura também faz que durante dois turnos todos os inimigos de até um nível mais alto que a jovem deusa veja seus aliados como aqueles que roubaram seus amores e as estupraram em sua frente, os atacando com a fúria de um amante traído. Se transforma em uma roupa a escolha da deusa.

❥ Lily of Gods. Um belo bracelete de ouro com dois lírios, um feito de rubi e outro de ametista. Quando pressionado, o rubi vira um martelo de ouro com um rubi em formato de lírio que ajuda a manipular o fogo. Pode virar um martelo gigante para uso em batalha e é incrivelmente pesado quando usado por outros. Quando se aperta a ametista, o bracelete vira um cajado de ouro com uma ametista no topo. A pedra pode emitir uma onda de energia que afasta inimigos e causa danos. Sempre volta a deusa e é indestrutível. Foi forjado em conjunto por ela e o pai.

❥ Heart of Gods. Um tablet que possui rede própria de wifi, GPS, programas para hackear equipamentos e sistemas, anti-vírus potente e outros aplicativos variados e uteis para a deusa. Sua câmera é extremamente potente, podendo tirar fotos e gravar vídeos de ótima qualidade, e sua memória atual estimada é de cinco terabytes. Apenas pode ser utilizado pela deusa e facilita as habilidades dela que precisem de tecnologia.

Poderes
Passivos

Nível 0 - Divindade. Como filho de dois deuses, você é imortal e herda todas as características de divindade de seus pais. Você não sofre a ação do tempo - ou seja, não envelhece e é, portanto, imune a habilidades de envelhecimento e juventude -, doenças (naturais ou mágicas) não lhe afetam e apenas venenos produzidos por seres mitológicos ou outros deuses podem lhe afetar. Os métodos normais de causar danos lhe causam dano não-letal na maior parte dos casos - ou seja, você sofre dano, mas dificilmente morreria por uma arma de bronze ou um poder de um semideus. Criaturas mitológicas ainda podem lhe ferir e existem outros meios de lhe matar. Além disso, todas as suas habilidades tem efeitos aumentados quanto comparadas as de um semideus de modo a sempre causar mais dano, defender melhor, manejar melhor as armas e equipamentos simbolo, os animais respeitam mais e você é considerado com até dois níveis acima do real para habilidades que tenham efeito com base em seu nível - como o Charme de Afrodite e Freya, por exemplo.

Nível 0 - Beleza Estonteante. Freya é a deusa da beleza e seus filhos são maravilhosos. Cada pequeno detalhe em sua aparência é feito para atrair os outros e não há forma de definir melhor suas crianças do que como "perfeitos". Os garotos tem o corpo definido e podem ser musculosos ou não, a escolha. Já as garotas possuem belas curvas e seios fartos e bons quadris.

Nível 0 - Inteligencia Emocional. Esta habilidade diz respeito a capacidade de reconhecer e avaliar os seus próprios sentimentos e os dos outros, assim como a capacidade de lidar com eles. Dessa forma, você é capaz de interpretar e detectar as emoções de si mesmo e dos outros, conseguindo interpretar elas o mais corretamente possível.

Nível 0 - Astúcia. Por várias vezes, já tentaram forçar Freya ao matrimonio e, conforme você mesmo vai crescendo, já tentaram fazer coisas semelhantes com você. Devido a isso, você desenvolve uma astúcia grande - talvez não tanto quanto os filhos de Loki, mas algo que deve ser considerado -, sendo capaz de resistir as emboscadas e tramoias, notando-as e podendo reagir. Também é capaz de notar qual a melhor opção para si.

Nível 0 - Atributos Aumentados. Como filho de Hefesto, você é mais forte e resistente que o normal mesmo para um semideus. Você tem uma habilidade manual elevada também, devido aos trabalhos manuais atribuídos a vocês. Como resultado, há uma demora maior em se cansar (o que leva o dobro do tempo) e uma capacidade maior de se recuperar de fadiga (metade do tempo). Sua força física é inferior apenas a das crianças de Heracles, mas se aproxima bastante da deles. Isso afeta sua resistência a danos, sua recuperação dos mesmos e a potencia de seus golpes físicos.

Nível 0 - Aptidão e Talento Tecnológico. Você sabe como a tecnologia funciona e é capaz de compreender o suficiente para fazer reparos em qualquer objeto diversos. Você ainda precisa de qualquer material adequado para isso e precisa conhecer um pouco melhor o que quer reparar para ser capaz de o fazer.

Nível 0 - Habilidade Manual. Seu pai é deus dos artesões e dos escultores, o que lhe dá um enorme talento com as diversas. Isso lhe permite realizar tarefas diversas com perfeição, como carpintaria, tecelagem, a ourivesaria, esculturas propriamente ditas e outros. Quando fazendo qualquer um deles ou atividades que essas possam estar relacionadas, você faz como se tivesse vários anos de experiência.

Nível 0 - Perito em Blefar. Loki é conhecido por suas mentiras e blefes e você herdou o talento de seu pai com elas. Quando você mente para alguém, suas chances de obter sucesso são maiores. Isso não garante um sucesso absoluto ou mentiras impecáveis, apenas torna elas um pouco mais fáceis de acreditar caso pareçam plausíveis ou o alvo queira acreditar em você.

Nível 1 - Habilidade Aumentada. O tempo dedicado a criar armas e armaduras lhe permitiu ter um maior conhecimento de como manusear ambas. Você tem uma chance maior de acertar e causar danos maiores com armas em geral, afinal você tem que entender seu funcionamento e finalidades para fazer elas de modo eficiente. O mesmo vale para armaduras que você seja capaz de fabricar e você não sofre penalidades por descansar com uma armadura.

Nível 1 - Inteligência. Você está acostumado com projetos mecânicos complexos, desenhar e montar armas e ainda entende tecnologia de ponta com facilidade. Somando tudo isso, você percebe que possui uma inteligência bem elevada, mesmo que não possa ser comparada a inteligência de um filho de Atena.

Nível 1 - Mago Exímio. Como filho da magia, você é ótimo em utilizar elas. Instintivamente, você é capaz de aprender e reconhecer magias diversas e também pode usar itens mágicos com gigantesca facilidade. O personagem é, portanto, capaz de aprender e decifrar pergaminhos e livros mágicos e usar magias cujo seu nível permita. Você gasta quinze por cento a menos de energia para usar suas magias.

Nível 1 - Guerreiro Nato. Freya é deusa da guerra e seus filhos herdam seus dons. Você sabe usar todas as armas e armaduras, além de saberem bolar estrategias de combate muito boas. Isso quer dizer que suas estratégias tem chances maiores de funcionar, mas não significa que seja sucesso garantido.

Nível 1 - Controle Emocional. Freya é deusa do amor e da luxúria, duas coisas que causam grandes emoções e reações nas pessoas. Devido a sua herança, você é naturalmente muito resistente a habilidades e poderes que manipulem emoções. Os efeitos dessas habilidades são reduzidos em cinquenta por cento quando usados contra você, além de ser difícil você perder a calma com alguém.

Nível 1 - Mudança de Forma I. Outra característica marcante de Loki na mitologia é sua capacidade de mudar sua forma. Você consegue mudar apenas pequenas características nesse nível como cor dos olhos, cabelos, formato do rosto e nariz... Apesar de sutis, podem ser o suficiente para enganar alguém.

Nível 1 - Habilidade com Armas. Você é realmente muito bom em usar várias armas em combate - inclusive as armas de improviso como gravetos. Seus danos são maiores quando usando alguma arma e você tem noções básicas de como manuseá-las mesmo sem nunca ter tocado em nenhuma arma.

Nível 1 - Ilusionista. Loki é conhecido por suas ilusões, o que lhe dá uma incrível capacidade de usa-las. Suas habilidades de ilusão são mais efetivas que a dos outros personagens e consomem dez por cento a menos de energia ao serem utilizadas.

Nível 1 - Formação Tripla. De algum modo que não pode explicar, Lilya é filha de três deuses ao mesmo tempo. Seus poderes funcionam normalmente, mesmo quando parecem ser opostos, e a jovem mantem características tipicas aos filhos dos três. Sempre que usar um poder que pertença a mais de um dos pais, suas habilidades são levemente mais poderosas.

Nível 1 - Indetectável. Quando usando algum item tecnológico, você não emite sinais para monstros próximos. Usar celulares, computadores, tablets e outros simplesmente não atrai para a deusa qualquer atenção, como se fosse um humano que estivesse usando. Adicionalmente, autômatos não são capazes de detectar sua navegação.

Nível 1 - Sexo e Luxuria. Lilya está ligada ao sexo e a luxúria, além do prazer físico. Habilidades, magias e efeitos que causem desejo, prazer, luxuria e similares não tem efeito sobre a deusa e o prazer gerado pela armadura dela não gera nenhum efeito negativo na personagem, permitindo que ela continue lutando e realizando qualquer tarefa sem problemas.

Poderes
Ativos

Nível 1 - Imagem Silenciosa. Esta magia cria uma miragem, uma ilusão visual imaginada por você: pessoas, animais, monstros, mobília, paredes, fogo... A ilusão não cria sons, cheiros, texturas ou temperaturas, apenas imagens. Você pode mover a imagem como quiser, desde que não ultrapasse cinco metros de distancia de você. Objetos e criaturas sólidas atravessam uma ilusão sem causar ou sofrer dano. Imagem silenciosa nunca causa dano (mas pode, por exemplo, esconder uma armadilha ou inimigos). [5 pm]

Nível 1 - Ataque Mágico. Você pode realizar um ataque mágico em um ou mais alvos. O elemento é escolhido pelo jogador e a aparência depende apenas da sua imaginação, mas o dano não é lá muito alto. Ainda sim, é melhor que nada. É possível criar vários itens de ataque com essa magia, criando assim um ataque relativamente mais forte. [5 PM por item]

Nível 1 - Charme. Você é capaz de encantar e seduzir um alvo para realizar sua vontade. Quanto mais fraco o alvo em relação a você, maiores as chances de você conseguir dobrar a vontade dele. [Vária com o alvo.]

Nível 1 - Seduzir/Intimidar Maquinas e Sistema. Você obriga um sistema ou maquina quaisquer a lhe ajudar ou fornecer informações, seja por medo ou sedução. Isso faz com que elas continuem a funcionar normalmente durante três turnos antes de parar de vez de funcionar. Além disso, maquinas hostis podem ter a atitude em relação a você mudada em um passo usando esse poder. [5 PM]

Nível 1 - Flecha Acida.A deusa cria e dispara uma flecha mágica de ácido, que causa danos ao inimigo que acertar. O inimigo sofre dez de dano ao ser atingido e mais seis de dano nos próximos dois turnos. O acido tem efeito nos equipamentos da pessoa e em qualquer coisa que ele atinja. Equipamentos danificados por essa magia não podem ser recuperados por meios normais - talvez apenas por magias, caso seja possível. [5 pm]

Nível 1 - Transferência de Prazer. A armadura de Lilya gera prazer para a deusa e a garota descobriu formas de usar o mesmo a seu favor em batalha. Com um toque, a jovem deusa pode transferir uma quantia a escolha de prazer para um alvo. Deve-se considerar que a deusa está acostumada com o prazer gerado pela armadura, mas as outras pessoas não. Isso dificulta a concentração em combate e pode fazer oponentes não conseguirem mais lutar, dependendo da quantidade. [10 PM]

Nível 1 - Encantar com Chamas. Lilya pode envolver uma arma ou armadura com chamas, o que tem um efeito variado dependendo do que está sendo envolto. Armaduras ou itens defensivos passam a conferir defesa extra contra fogo, enquanto armas passam a causar dano extra por fogo. A magia dura por até 10 turnos em combate. [5 PM]


 
Lilya, a little goddess

Você poderia ser capaz de ouvir a minha confissão atrasada? Eu amo você. thanks WEIRD for LG.
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