Arena - Arcos e Bestas

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Arena - Arcos e Bestas

Mensagem por The Order em 07/03/17, 09:04 pm

Arena

A arena foi divida em partes e cada parte possui seu próprio instrutor, além de estantes com armas diversas correspondentes ao estilo correspondente. Nessa arena, há vários arcos e bestas diferentes para o treino dos moradores da cidade. As armas devem ser devolvidas a estante após o treino, assim como as aljavas. Há vários fantoches e alvos, fixos e móveis, para o treino aqui. Também existe a opção de treino com monstros ou autômatos.


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Re: Arena - Arcos e Bestas

Mensagem por Mikhaela B. Dyatlova em 09/03/17, 10:53 am

Eu havia sido enviada para morar com a Morte após sair de meu coma no hospital e recebera da mamãe alguns presentes estranhos cujo o significado real eu não entendia bem. Quer dizer, eu entendo o que são adagas e um arco e eu entendo pra que serve roupas... Mas por que ela me deu aquilo? Mamãe disse que haviam criaturas e pessoas ruins que queriam minha morte e eu precisaria daquilo para me defender. Por que queriam me fazer mal? Eu era boazinha, não era? O Papai Noel não ia mais me dar presentes no natal? Isso me preocupara e me fizera me aproximar de Thanatos uma manhã, por volta das nove, e puxar levemente a manga dele para perguntar nervosa e preocupada.

Oni-Sama, eu não sou uma garota boazinha? ▬ Perguntei e ele arqueou uma sobrancelha, frio e indiferente, antes de falar com a voz tão gélida quanto os ventos de inverno russos. O ceifador que estava próximo se encolheu um pouco quando ele falou, mas eu me mantive olhando ele como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo e se conversasse com a morte todos os dias.

Do que você está falando, criança? ▬ Ele parecia não entender, realmente, do que eu falava e o rapaz que estava anteriormente falando com ele pareceu quase mais aliviado quando notou que, fosse o que fosse, ele não viu o gesto de puxar a roupa dele como uma ofensa... Mas aquilo certamente o deixou curioso já que eu era uma simples criança falando com o grande deus que personificava a morte.

Mamãe me disse que pessoas e coisas más queriam me fazer mal. Eu não tenho sido boazinha? Não vou ganhar presente de natal esse ano?... Oni-sama, não fiz por mal.

A Morte me olhou por um tempo e senti as lagrimas começando a se formarem em meus olhos. Porque eu queria ser uma boa menina e queria que meu irmão gostasse de mim. Não havia nenhum problema em ele ser meio indiferente no começo, porque sabia que eu poderia amolecer o coração dele com esforço. O deus secou as lagrimas que rolaram em minha face, com as mãos em uma temperatura fria.

Natal? Não foi uma garota má, Mikhaela. Se acalme e pare de chorar sem motivos. Você fica melhor sem lagrima rolando em sua face.

O tom dele não aceitava discussões e notei o olhar dele se fixando no colar de prata em meu pescoço, cujo pingente de arco lembrava os cabelos e olhos dele devido ao prateado do material com o vermelho dos rubis. Thanatos segurou o colar em sua mão canhota esguia e branca e girou levemente o pingente na palma da mão, analisando o item com toda a calma do mundo. Por algum tempo, ele pareceu esquecer que eu e o ceifador estávamos ali.

Você nunca usou um arco, imagino. Jeremiah, leve Mikhaela até a Arena e ensine ela como lidar com o arco... Em breve saberá minha decisão. Criança, Jeremiah lhe ajudará a treinar com o arco e, se for bem, talvez lhe dê alguma recompensa mais tarde. Cuide dela e traga-a de volta em segurança.

Sim, mestre.

O deus era bem indiferente e frio quando falava com o rapaz, mas não que isso significasse que ele era um exemplo de carinho e calor comigo - mas Hipnos e a mamãe me garantiram que ele não era um monstro. O rapaz de nome Jeremiah me olhou e eu fiz um biquinho, olhando para meu irmão. Papai sempre me disse para não sair com estranhos e eu não gostava de desobedecer. Mas, no entanto, o deus estava me mandando ir para a... Qual o nome? Arena? É, acho que é, com alguém que eu não conhecia. E se aquele garoto quisesse fazer algo ruim comigo? Will e papai sempre me falaram que gostavam de sequestrar criancinhas bonitas e eu corria riscos se não tomasse cuidado.

Eu tenho ir com ele mesmo? Não gosto de ir a lugares que não conheço com estranhos. Papai me disse que é perigoso e posso nunca mais ver minha família. Não quero perder o oni-sama, meus irmãos, a mamãe e o papai...

Não se preocupe, Jeremiah não fara nada de mal com você e nos veremos em breve. ▬ A Morte fez um carinho em minha face antes de se virar e se afastar, me deixando com o rapaz e com a opção única de acompanhar ele para aquele lugar que não sabia para o que servia.


- x -


Quando chegamos a Arena, eu olhei o lugar com atenção e abri a boquinha fazendo um "O" com ela. Não conhecia aquele lugar e me distraí com as pessoas nas arquibancadas olhando aqueles que ali dentro estavam. Tinha outros semideuses treinando com armas diversas, robôs com formas de animais e humanos e criaturas esquisitas que eu não sabia bem o que eram. Jeremiah foi andando até uma parte que treinavam com arcos e eu tive que correr para acompanhar.

Não tenho certeza se você consegue usar um arco, mas se mestre Thanatos ordena... ▬ Enquanto ele falava, estava olhando os arcos dispostos na estante e eu ativei o colar em meu pescoço como mamãe me ensinou. O colar sumiu e em minha mão apareceu um arco longo de prata com vários rubis incrustados.

Esse eu consigo usar. É um presente da mamãe! ▬ Respondi, fazendo-o se virar e eu mostrei a ele a arma.

Se está tão certa disso... ▬ O ceifador pegou um arco e uma aljava e foi até um fantoche comigo. Ele preparou uma flecha, mirou no fantoche, ajustou a altura e disparou a flecha antes de me olhar e perguntar se eu havia entendido. Pela minha expressão de "O que diabos ele fez?", ficou bem evidente para ele e qualquer pessoa nos olhando que eu não tinha entendido nada do que ele fez e senti a raiva nele por causa disso. Eu só não imaginava a reação dele...

Criança idiota! É só você colocar a flecha no arco, puxar a corda, ajustar o angulo considerando o vento e o peso da flecha e soltar a porra da corda. Qual seu problema para entender uma coisa tão obvia quanto essa? ▬ Ele explodiu e, pela segunda vez naquele dia, meus olhos se encheram de lagrimas. Eu era tão burra assim por não saber como usar aquela arma? A arena estava em silencio e senti alguém se aproximando e me segurando pelos ombros antes de girar meu corpo e abraçar, me deixando chorar no ombro dela.

Calma, Misha, calma. Não é culpa sua. Deixe Thanatos saber como você está tratando a irmã dele. ▬ Ela me abraçava gentilmente enquanto eu chorava e acariciava meus cabelos, porém havia uma ameaça clara em sua voz quando falou com o rapaz a sua frente. Ela parecia mais amigável que aquele rapaz e mais boazinha. Aos poucos, os sons na Arena foram recomeçando, mas eu não conseguia entender bem o que diziam mesmo quando próximos a nós.

Ela não consegue entender como funciona um arco, não é minha culpa. ▬ Jeremiah respondeu, irritado com a loira que me defendera. Ela olhou-o com frieza antes de voltar a falar comigo.

Querida, qual a sua idade?

Ci-cinco anos... ▬ Minha voz estava obviamente afetada pelo choro e meio abafada, mas dava para entender o que eu disse.

Você quer que uma criança de cinco anos aprenda com a mesma facilidade que um adulto? ▬ Ela falou com um tom alto e claro, o que provavelmente foi intencional. Ela afastou levemente os corpos e secou as lagrimas, sorrindo de forma carinhosa e gentil para mim. ▬ Não chora, ok? Vou te ajudar. Mas antes...

A garota se levantou e se aproximou do rapaz, após me fazer parar um pouco de chorar. Ela olhava-o com frieza e só agora notei que ela usava um manto negro muito parecido com o que os servos do mestre usavam. Agindo mais rápido que eu achei possível, ela pareceu chutar a canela dele, fazendo ir se abaixar para tocar o lugar, quando ela deu um soco no queixo dele e o segurou pela gola, desembainhando uma adaga e colocando a ponta no pescoço dele, pressionando um pouco e fazendo um filete de sangue escorrer pela pele dele. A loira era mais forte e rápida do que parecia em uma avaliação rápida.

Eu só vou falar uma vez, Jeremiah. Mikhaela não tem culpa que você é um idiota. Agora me escute bem... Você vai pedir desculpas a ela e é melhor rezar para Thanatos não estar muito irritado com você e ser piedoso, porque eu com certeza vou ser a primeira pessoa a se oferecer para lhe dar uma morte lenta e dolorosa por isso. ▬ Então ela empurrou o corpo dele enquanto dava uma rasteira para derrubar ele no chão, guardou a arma e voltou a atenção para mim. As pessoas olhavam-nos com misto de desprezo de Jeremiah com piedade. O rapaz demorou um pouco a se levantar, massageando a perna e ia atacar a garota quando um rapaz de cabelos negros como a noite segurou a mão dele e uma descarga elétrica passou pelo corpo dele todo. Não acho que ele morreu, mas também não estava consciente.

Levaram o rapaz inconsciente para outro lugar que eu achava ser a enfermaria e a garota se espreguiçou para começar a me ajudar com o arco. Primeiro, ela me ensinou como se deveria segurar a arma e me ajudou a fazer aquilo. Então me disse para tentar puxar a corda invisível, que se formou em energia quando o fiz e uma flecha de chamas apareceu. Senti o calor em meus dedos e soltei a flecha antes da hora, fazendo ela passar direto pelo fantoche e acertar o chão. Houveram alguns risinhos e eu corei por ter me precipitado. Mas não foi por mal que eu soltei antes da hora... Estava quente e achei que ia me queimar. Só depois notei que onde a flecha tocara não havia dano algum. A loira me instruiu a levar a flecha até mais ou menos a altura dos olhos e usar a ponta dela para ver onde eu queria acertar. Como era uma flecha de energia, ela disse, não havia riscos do vento mudar o curso da flecha.

Eu puxei de novo a corda do arco e a flecha de chamas se formou. Erguendo o arco até a altura dos olhos, mirei mais ou menos na altura do peito do fantoche e soltei. A seta voou e atingiu o lugar e eu parei para comemorar um pouco que havia conseguido. A garota que descobri se chamar Maya riu baixinho e me observou praticando. As vezes, a flecha acertava o alvo e outras não, dependendo de o quão eufórica eu estava. Estava animada brincando com o arco quando Maya tocou meu ombro e disse que tinha uma tarefa que podia ser bom para mim. Eu deveria acertar alvos a distancias variadas com as flechas e não repetir um mesmo alvo até completar toda a sequencia. Pensei um pouco e pareceu ser fácil, então aceitei a ideia dela. Porém, o que parecia fácil não era tão fácil assim já que era difícil saber qual alvo eu já havia acertado depois de um tempo...

O exercício também se mostrou cansativo e meus bracinhos que já começavam a reclamar dos movimentos repetitivos antes de mudar para os alvos agora gritavam em agonia. Mesmo assim, eu me mantive firme tentando e tentando com a ajuda da semideusa. Queria que, ao voltar para casa, o oni-sama ficasse feliz com meu desempenho. Eu não aceitava a ideia de não deixar ele satisfeito com o que havia feito naquele dia e a aceitação dele era muito importante para mim. Por que? Bem... Crianças costumam eleger um adulto como modelo e fonte de inspiração, certo? Eu havia decidido que ele era esse modelo e fonte, portanto devia me esforçar para atingir os padrões dele. Esse objetivo estava ocupando minha mente e dias, fazendo com que parecesse mais fácil me empenhar em coisas que normalmente eu não faria - como aprender a usar aquela arma.


- x -


Eu fiz uma pequena pausa e me sentei no chão, cansada e arfando, com suor deixando minha pele brilhante. Meus braços doíam e eu temia que não fosse conseguir levantar mais eles de tanto que pesavam e estavam doloridos. Maya perguntou se eu estava bem e eu assenti com a cabeça, falando que só estava cansada. A semideusa sugeriu que eu parasse o treino e estava prestes a falar, com a voz esganiçada, que não podia parar porque se eu não conseguisse aprender bem o oni-sama não ia gostar de mim quando senti alguém me pegando por baixo dos braços e levantando. As mãos eram frias e olhei para o deus da morte, que me olhava fixamente com os olhos vermelhos dele. Dei um sorriso e abracei ele, o que o homem pareceu estranhar e demorou um pouco para devolver o abraço.

Vem, vamos para casa. Você precisa descansar e quero que me conte o que Jeremiah fez. Obrigado, Maya. ▬ Ela fez uma reverencia ao homem e nos observou enquanto nos afastávamos, comigo andando ao lado do deus segurando a mão dele. O arco já havia voltado a forma de cordão a essa altura.



Informações:
Para facilitar a consulta da moderação, tudo o que foi utilizado no treinamento está abaixo informado, nas divisões adequadas para cada uma delas. As demais informações, como horário e clima, estão localizadas no texto do treino e não pareceu haver necessidade de colocar novamente aqui.

Armas
Arco dos Corpos Celestiais Um arco longo feito de prata sagrada e enfeitado com rubis por sua extensão. Não possui corda visível, mas esta aparece sempre que a semideusa faz o gesto de puxa-la. O arco é encantado para sempre regressar a filha da deusa da noite e não ser destruído em combate - ou pelo menos não facilmente. Suas flechas todas são mágicas e se formam ao puxar a corda ilusória, vencendo reduções de dano. O elemento da flecha pode mudar a cada combate caso o narrador julgue apropriado ou o anterior seja ineficaz contra o oponente atual, mas nunca assumirá um elemento inútil contra a criatura em questão - como trevas para um cão infernal ou fogo para um elemental de fogo. A natureza mágica do arco se deve a um motivo simples: a semideusa não possui força para usar um arco normal e não é resistente o suficiente para realmente se arriscar em um combate físico, então sua mãe fez e encantou o arco para ajudar a filha. Serve também como um catalizador mágico, podendo se transformar em um cajado. Quando não está sendo usado, vira um colar com pingente de arco.


Armaduras
Desejos da Noite Aparentemente, apenas uma roupa normal e até seria bastante sexy caso a usuária não fosse uma criança. A roupa consiste em um top negro com finas linhas vermelhas perto das bordas, tal como uma pequena faixa vermelha saindo de baixo dos braços segurando, em conjunto com uma gargantilha também de tecido, uma cruz com uma joia verde no centro; uma saia até um pouco acima da metade das coxas negra e vermelha com uma faixa segurando uma joia muito parecida com a da cruz, de onde saem penas de corno negras como a noite sem lua; luvas presas apenas no dedo do meio de suas mãos com uma cruz vermelha desejada em cima de cada mão; proteção de braço que cobrem do final das luvas até próximo ao ombro da jovem totalmente negros; dois pequenos acessórios para colocar nos cabelos seguindo os padrões de cores da roupa; e, para completar, botas de cano alto que vão até próximo o fim da saia, negras com detalhes vermelhos no pé. A armadura fornece a mesma proteção que uma couraça, apesar de aparentar ser apenas uma roupa comum. Apenas pode ser usada adequadamente pela semideusa e é encantada para ser indestrutível. (Imagem ilustrativa aqui)

Poderes Ativos
Nenhum poder ativo foi utilizado no treino.

Poderes Passivos
Habilidade com Armas A semideusa pode até não ter muita vontade de lutar ou fazer mal as pessoas, mas com certeza ela tem a capacidade de fazer isso. Ela tem um talento natural com as armas e entende como usar a maioria delas. Ela não é especialista em utilizar elas, ainda, porém seus movimentos e tentativas em manusear as mesmas são melhores do que o da maioria dos semideuses. Quando treinando ou lutando com armas, sejam elas quais forem, as chances de acidente são reduzidas e sua margem de acerto é aumentada e, com treino, as chances de sucesso e dano são aumentadas.
Princesa da Noite Assim como a noite causa fascínio e terror em escala igual, a semideusa também é capaz de o fazer. Mikhaela herdou a beleza da Noite, sendo tão bela quanto uma noite de lua cheia sem nuvens em pleno verão com as estrelas brilhando e enfeitando o céu noturno. Isso dá a ela uma aparência incrivelmente bela, capaz de deixar pessoas que eventualmente possam se sentir atraídas inclinadas a isso. Mas, ao mesmo tempo, pessoas que possam ter algo contra a jovem podem sentir medo ou inquietação perto dela.
Recuperação Negra Durante a noite, em lugares escuros ou com forte aura mágica, a semideusa regenera sua vida e energia todo turno. Mais de uma condição ao mesmo tempo (como estar em um lugar escuro a noite com aura mágica forte) não aumenta o fator de cura. A cura melhora de acordo com o aumento de nível da semideusa, mas o valor exato fica a cargo do narrador. Provavelmente foi graças a essa habilidade que a criança se manteve viva depois do acidente.
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Re: Arena - Arcos e Bestas

Mensagem por Loki em 09/03/17, 02:07 pm


AVALIAÇÃO
Gostei como deixou claro a mentalidade de uma garota de 5 anos da sua personagem e a forma como desenvolveu sua própria história durante o treino.  Mas a parte do treino em si foi um pouco curta e vaga, recomendo que no próximo treino diga mais sobre as dificuldades, os erros....Seja mais detalhista.  Dito isso: Você ganhou 73 XP

♦ NARRATIVA 20/20
♦ CRIATIVIDADE 13/20
♦ GRAMÁTICA 20/20
♦ HABILIDADE 10/20
♦ NPC 10/20
                       
TOTAL 73/100





⋆ ATUALIZADO ⋆
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Re: Arena - Arcos e Bestas

Mensagem por Mikhaela B. Dyatlova em 10/03/17, 09:27 am

Após aquele treino e eu ver Jeremiah sendo punido na minha frente, Oni-sama disse que eu precisava continuar treinando para ser boa com a arma. Empolgada, eu sai de casa vestindo a roupinha preta e vermelha que mamãe me deu e levando meu arco e as adagas - essas últimas só porque eu queria mesmo levar -, após deixar um bilhete escrito com uma letra não multo bonita avisando ao meu irmão que fui para o lugar de treinar. Eu achei que tinha me perdido porque eu não lembrava bem onde era, mas acabei achando um rapaz bonzinho que me ajudou a chegar lá e me desejou boa sorte, além de me aconselhar a tomar cuidado para não me ferir. Agradeci a ele e fui para a parte de treino com arcos. Eu queria melhorar minha habilidade com aquela arma antes de tentar com a próxima. Havia um rapaz ajudando pessoas a escolher os arcos e parecendo orientar os outros, então fui até ele e puxei a barra da blusa dele delicadamente.

Com licença, moço. Você pode me ajudar? Eu queria praticar com o arco, mas quero algo mais difícil que os bonecos que não mexem e os alvos que também ficam parados... Oni-sama disse que a melhor forma de aprender é com algo que se aproxime do que vou achar lá fora.

Você ainda é uma criança e não te vi aqui muitas vezes, não é? Melhor treinar com os fantoches e alvos... Assim você não vai se machucar ou sofrer nenhum acidente. ▬ Havia um quê de "você não aguenta algo mais difícil do que coisas que ficam paradas e não te atacam, então se ponha em seu lugar e aceite", o que me lembrou a forma que o Ceifador me tratou no treino anterior e não gostei nem um pouco daquilo.

Não! Eu quero um bichinho feio igual os outros! Meu irmão Thanatos disse que as coisas lá fora atacam e eu quero um bichinho que tente me bater também! ▬ Fiz birra e cruzei os braços no peito, batendo o pé no chão. Eu queria um bichinho daqueles como os outros estavam lutando e eu sabia que existiam ali para isso. Então por que não me davam um também?

Um bichinho feio? ▬ Ele não pareceu dar muita atenção aquilo ou pensar em considerar meu pedido, então olhei as gaiolas e vi uma criaturinha de pele esverdeada, olhos avermelhados e orelhas grandes e apontei para ele.

Sim, um bichinho feio! Um bichinho feio e esquisito igual aquele ali na jaula sozinho, olha! ▬ Minha voz estava mostrando sinais claros de irritação, como uma criança sendo contrariada costumava mostrar, e também determinação. Se ele não me desse o que eu queria por bem, eu ia conseguir de outro modo, nem que eu tivesse que achar meu irmão e pedir a ele para me dar o bichinho feio.

Ele olhou para o que eu chamei de bichinho feio e avaliou a criatura por um tempo. A coisinha devia ter mais ou menos a minha altura e, apesar de não ser bonita, era a coisa menos aterrorizante que tinha ali. As outras eram grandes, com dentes e garras enormes, musculosas, com metade do corpo de animais ou qualquer outra coisa esquisita que faziam eles parecerem monstros de filmes de terror ou obra de uma bruxa má, velha e bem feia - como a Madrasta da Branca de Neve. Apesar de suas características estranhas, eu notei que nenhuma daquelas coisas me causava, realmente, medo e o rapaz, talvez pela primeira vez naquele dia, pareceu notar que eu realmente não estava assustada com aquelas bizarrices.

Vou chamar meu irmão e falar que você não quer me dar o bichinho! ▬ Falei em um tom choroso quando achei que ele não ia me dar o que ele queria e pensei ver algo parecido com o medo no rosto dele. Por que o rapaz malvado tinha medo do Oni-sama? Ele era tão bonzinho e gentil! E ele me deixava comer sobremesa depois do jantar.

Não, não, tudo bem. Eu solto um bichinho feio para você. Só espera um pouco, ok? ▬ Então ele se voltou para falar com alguém e pareceu me esquecer totalmente enquanto eu esperava.

Insatisfeita com a demora, fui eu mesma até uma jaula com três bichinhos feios e pequenos de aparência inofensiva. A jaula estava fechada com um cadeado e eu não tinha a chave para abrir ele. Fiz biquinho e peguei o cadeado com as mãos, pensando em como ia abrir ele. Me lembrei de quando eu fiz minhas mãos pegarem fogo sem querer e achei que aquilo poderia abrir a jaula, mas como fazia aquilo? Franzi a testa, tentando forçar na memoria como fazia, mas eu não fazia a menor ideia. Aconteceu sem querer. Então tentei me lembrar de como me senti. Lembrei da sensação de pequeno cansaço - como se eu tivesse brincado bastante - e o calor reconfortante nas mãos. Mas... Mas... Enquanto eu pensava e procurava o que me fez fazer aquilo, senti novamente o calor nas mãos e a sensação de dreno pequeno. O ferro sob minhas mãos se aqueceu com o fogo e o metal acabou cedendo.

Instintivamente, me afastei da jaula sem dar as costas para ela e o colar sumiu do meu pescoço, ao mesmo tempo que o arco apareceu em minhas mãos. As criaturinhas se aproximaram com cautela da porta e uma delas a abriu depois de notar o que eu havia feito e que eu estava a alguma distancia da jaula. Ouvi o rapaz mal gritar algo, mas ignorei quando os pequenos seres começaram a sair e me olharam decididos a lutar, afinal estavam em vantagem numérica - o que meu irmão havia me explicado o que era com muita dificuldade. Eu puxei a corda do arco e uma flecha verde se formou no mesmo. Disparei a flecha que pegou de raspão no ombro de um deles. A armadura começou a se desfazer e um pouco do liquido estranho e verde escorreu para a pele do bicho, fazendo-o gritar de dor. Seus companheiros pareceram hesitar, mas haviam muitos lugares ali para se esconder ou meios de fugir. O maior dos quatro se aproximou com o outro bichinho esquisito antes de serem seguidos pelo ferido e eles gritavam em uma língua que eu não compreendia. Mas a ameaça era clara e eu sabia que eu precisava manter distancia e continuar atacando.

Então eu comecei a recuar enquanto armei o arco para disparar mais uma vez, dessa vez mirando no líder deles. A flecha saiu meio esquisita e acabei errando o alvo. Isso deu tempo a eles de se aproximarem e um deles me cortou na perna no braço com a adaga - acho que esse era o líder - entretanto não houve realmente muito sangue e nem nada, enquanto o não machucado errou o golpe e o outro não conseguiu atacar pela dor. Mesmo sendo inexperiente, eu tinha instintos o suficiente para saber mais ou menos como reagir. Eu joguei meu corpo para o lado e dei uma especie de pulo para trás, tentando obter o máximo de distancia possível deles sem tirar os olhos da criatura. Eu criei mais uma flecha e mirei no que parecia ser o líder. O disparo pegou no braço oposto ao que ele usava a arma, mas causou uma dor agonizante nele. Eu pude ver a carne sendo corroída e senti o cheiro terrível da carne sendo consumida pela flecha e ouvi os sons terríveis de seus gritos de dor. Os outros dois olharam para ele e as criaturas pareceram hesitar. Se o líder estava ferido e gritando de dor, por que eles deviam continuar lutando?

Mesmo assim, o primeiro que eu feri parecia querer se vingar do ferimento e investiu de modo desengonçado para me atacar. Ele efetuou um golpe impreciso e fraco com o braço cujo ombro estava machucado e o golpe acabou acertando no arco e não exatamente em mim. Eu então bati com o próprio arco nele, tentando acertar onde a flecha tinha destruído a armadura e eu pude ver o que achei ser o osso dele. Não me parecia que usar o arco como um porrete era boa ideia, mas ele estava próximo demais para usar outras formas de ataque. A pancada do metal juntou-se ao formato irregular dos rubis e machucou ele bastante. O grito de dor misturou-se a raiva e ele tentou me atacar, mas ao invés de conseguir me atingir acabou derrubando a adaga uma vez que segurava com o braço machucado. Tentei empurrar ela para longe, preocupada em não conseguir usar o arco tão perto - exceto como porrete - e não saber como devia agir tão próxima assim. Eu levei a mão até o rosto dele e a inflamei queimando ele ali. A combinação acido, pancada e queimadura foi forte demais para aquela coisinha pequena e frágil, que tombou e virou pó. As outras duas criaturas estavam se afastando e eu ergui o arco, disparando a primeira flecha. Passou voando acima da cabeça do líder e não o atingiu. Mais outra foi disparada e passou a esquerda dele. A terceira passou mais próxima porém não acertou mesmo assim. Estava disparando rápido demais, sem verificar onde queria atingir. Então preparei a quarta flecha, mirei com mais calma e respirei fundo, soltando então ela. A seta voou e atravessou o peito do líder. Por um instante, eu vi o outro lado e o líquido corroendo a carne, ossos e órgãos dele. Então o instante passou e ele virou pó. Eu puxei a corda de novo e mirei no que ainda restava, que corria o mais rápido que as pernas pequenas dele permitiam. Quando a flecha o atingiu, percebi que eu estava chorando.

O arco voltou a forma de colar e eu soluçava bastante quando as pessoas se aproximaram de mim, tocando em meu ombro e me dando os parabéns. Por que os bichinhos viraram pó? Onde estavam os corpinhos? Por que eles não quiseram ser meus amiguinhos? Em meio a profusão de pessoas ao meu redor falando comigo, vi a loira-Maya e abracei as pernas dela, chorando e dizendo que queria meu irmão. Se desculpando com as pessoas, ela me pegou no colo e me levou para casa, tentando me acalmar inutilmente o caminho todo.



Informações:
Para facilitar a consulta da moderação, tudo o que foi utilizado no treinamento está abaixo informado, nas divisões adequadas para cada uma delas. As demais informações, como horário e clima, estão localizadas no texto do treino e não pareceu haver necessidade de colocar novamente aqui.

Armas
Arco dos Corpos Celestiais Um arco longo feito de prata sagrada e enfeitado com rubis por sua extensão. Não possui corda visível, mas esta aparece sempre que a semideusa faz o gesto de puxa-la. O arco é encantado para sempre regressar a filha da deusa da noite e não ser destruído em combate - ou pelo menos não facilmente. Suas flechas todas são mágicas e se formam ao puxar a corda ilusória, vencendo reduções de dano. O elemento da flecha pode mudar a cada combate caso o narrador julgue apropriado ou o anterior seja ineficaz contra o oponente atual, mas nunca assumirá um elemento inútil contra a criatura em questão - como trevas para um cão infernal ou fogo para um elemental de fogo. A natureza mágica do arco se deve a um motivo simples: a semideusa não possui força para usar um arco normal e não é resistente o suficiente para realmente se arriscar em um combate físico, então sua mãe fez e encantou o arco para ajudar a filha. Serve também como um catalizador mágico, podendo se transformar em um cajado. Quando não está sendo usado, vira um colar com pingente de arco.


Armaduras
Desejos da Noite Aparentemente, apenas uma roupa normal e até seria bastante sexy caso a usuária não fosse uma criança. A roupa consiste em um top negro com finas linhas vermelhas perto das bordas, tal como uma pequena faixa vermelha saindo de baixo dos braços segurando, em conjunto com uma gargantilha também de tecido, uma cruz com uma joia verde no centro; uma saia até um pouco acima da metade das coxas negra e vermelha com uma faixa segurando uma joia muito parecida com a da cruz, de onde saem penas de corno negras como a noite sem lua; luvas presas apenas no dedo do meio de suas mãos com uma cruz vermelha desejada em cima de cada mão; proteção de braço que cobrem do final das luvas até próximo ao ombro da jovem totalmente negros; dois pequenos acessórios para colocar nos cabelos seguindo os padrões de cores da roupa; e, para completar, botas de cano alto que vão até próximo o fim da saia, negras com detalhes vermelhos no pé. A armadura fornece a mesma proteção que uma couraça, apesar de aparentar ser apenas uma roupa comum. Apenas pode ser usada adequadamente pela semideusa e é encantada para ser indestrutível. (Imagem ilustrativa aqui)

Poderes Ativos
Mãos Flamejantes As mãos da semideusa são recobertas por chamas. As chamas não causam dano a semideusa ou aos equipamentos dela, mas ferem oponentes quando toca neles. As chamas causam dano mágico ao alvo e, devido a sua natureza mágica, ignoram resistências a dano, exceto aquelas próprias para fogo. Consome 5 de MP.

Poderes Passivos
Habilidade com Armas A semideusa pode até não ter muita vontade de lutar ou fazer mal as pessoas, mas com certeza ela tem a capacidade de fazer isso. Ela tem um talento natural com as armas e entende como usar a maioria delas. Ela não é especialista em utilizar elas, ainda, porém seus movimentos e tentativas em manusear as mesmas são melhores do que o da maioria dos semideuses. Quando treinando ou lutando com armas, sejam elas quais forem, as chances de acidente são reduzidas e sua margem de acerto é aumentada e, com treino, as chances de sucesso e dano são aumentadas.
Princesa da Noite Assim como a noite causa fascínio e terror em escala igual, a semideusa também é capaz de o fazer. Mikhaela herdou a beleza da Noite, sendo tão bela quanto uma noite de lua cheia sem nuvens em pleno verão com as estrelas brilhando e enfeitando o céu noturno. Isso dá a ela uma aparência incrivelmente bela, capaz de deixar pessoas que eventualmente possam se sentir atraídas inclinadas a isso. Mas, ao mesmo tempo, pessoas que possam ter algo contra a jovem podem sentir medo ou inquietação perto dela.
Recuperação Negra Durante a noite, em lugares escuros ou com forte aura mágica, a semideusa regenera sua vida e energia todo turno. Mais de uma condição ao mesmo tempo (como estar em um lugar escuro a noite com aura mágica forte) não aumenta o fator de cura. A cura melhora de acordo com o aumento de nível da semideusa, mas o valor exato fica a cargo do narrador. Provavelmente foi graças a essa habilidade que a criança se manteve viva depois do acidente.

Criatura Enfrentada - Goblin:


Goblins são criaturas pequenas, de coração negro e egoístas. São adversários fracos e normalmente atacam em bando, uma vez que sozinhos dificilmente representam perigo até mesmo para uma pessoa comum.  Eles anseiam por poder e regularmente abusam de qualquer autoridade que adquiram.

Mikhaela enfrentou dois goblins comuns e um chefe goblin. Todos usam armadura de couro e adagas comuns para lutar.
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